Artigo escrito

  • em 30.03.2009
  • às 05:42 PM
  • por sebraerj

Gestão ou Empréstimo 13

mar30

Por vários anos, trabalhei no balcão SEBRAE atendendo empresários de micro e pequenas empresas que pleiteavam empréstimos para capital de giro. Observei que as perguntas quase sempre eram as mesmas, ou seja, se referiam as linhas de crédito disponíveis para uma determinada atividade, valor mensal a ser pago, taxas, prazo, carência, garantias e outras. Fornecia as informações solicitadas e, depois, indagava se a empresa estava fazendo empréstimo com o objetivo de solucionar uma necessidade relativa ao desencaixe (pagamentos efetuados antes dos recebimentos), se era referente a um aumento excessivo nas vendas e outras. Perguntas difíceis de serem respondidas. Verifiquei que boa parte dos empresários visava empréstimos devido a gestão inadequada e buscavam dinheiro externo para suprir as deficiências internas. Devido ao exposto, o prof. Aldo R. Pereira mostra que as possíveis causas da falta de recurso em uma empresa são:

“a) Expansão descontrolada nas vendas, implicando em maior volume de compras e de custos pela empresa;

b) Insuficiência de capital próprio e utilização do capital de terceiros em proporção excessiva, em conseqüência aumentando o grau de endividamento da empresa;

c) Ampliação exagerada dos prazos de vendas pela empresa, para conquistar o mercado;

d) Necessidade de compras de vulto, de caráter cíclico ou para reserva, exigindo maiores disponibilidades de caixa;

e) Diferenças acentuadas na velocidade dos ciclos de recebimento e pagamento, em função dos prazos de venda e de compra;

f) Baixa velocidade na rotação de estoques e nos processos de produção;

g) Sub-ocupação temporária do capital fixo, seja pelas limitações de mercado, seja pela falta ou insuficiência de capital de giro;

h) Distribuição de lucros, além das disponibilidades de caixa;

i) Altos custos financeiros em função de mau planejamento e controle de caixa.”

A boa gestão é de suma importância para fazer bom uso do dinheiro próprio e de terceiros. Pegar empréstimos para tapar buracos é entrar em um túnel, muitas vezes, sem perspectivas de saída.
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Sobre o autor:João Augusto Pérsico.
Este artigo é de inteira responsabilidade do seu autor não refletindo, necessariamente, a opinião do Sebrae

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Existem 13 comentários para este assunto

  1. ana rosa de brito aguiar disse:

    Consegui visualizar todas as armadilhas q podem levar o empresário a tomar empréstimos de forma indevida. Porém, fica claro como é comum o gestor se descuidar de seus controles de tal forma a se perder e cair na situação acima descrita.
    Gostaria de sugestões sobre como sanear e organizar uma empresa que está no mercado há mais de cinco anos, fabricando e vendendo, sem qualquer controle, contando apenas com a sorte, muita sorte. Somente se dando conta do risco agora com a crise já instalada.
    Aguardo notícias, obrigada. Ana Rosa

  2. Anderson Valente de Oliveira Jesus disse:

    Ana, bom dia.

    Muitas empresas de pequeno e médio porte, atualmente, encontram-se nesta situação. A maioria delas, por serem empresas gerenciadas entre parentes, as chamadas “empresas familiares”, contam com o talento de negociação, ou mesmo com o conhecimento de uma receita de um produto ou serviço para entrar no mercado. Muitas delas sobrevivem bem, durante os primeiros anos. Mas, por falta de um plano de marketing visando o mercado-alvo, os custos operacionais, a concorrencia, fatores internos e externos da empresa, etc., a maioria delas, em determinado momento, passa por crises como esta que você está passando. Como não tem um controle do que se tem em caixa e o potencial de vendas do seu negócio, acaba-se fabricando em proporsão desnecessária (para mais ou para menos), vendendo-se errado, perdendo as vezes boas oportunidades que o próprio mercado pode conceder.

    O que eu aconselho é que se faça um bom plano de marketing, que possa contemplar todas essas informações; uma análise da saúde financeira da sua empresa, um controle de caixa rigoroso e muita força de vontade para recuperar o tempo e o mercado perdido.

    Espero ter lhe ajudado.

    Abraço, e boas vendas

    Anderson Jesus
    anderson.jesus@drawing.com.br
    http://www.drawing.com.br

  3. Marcelo disse:

    GOSTEI MUITO DO ARTIGO; MAS GOSTARIA DE ARTIGO SOBRE QUANDO JÁ SE ESTA COM PROBLEMAS NOS BANCOS ; COM NEGOCIAR PARA NÃO SE ACABE EM UM TUNEL SEM VOLTA,

  4. Sandra Lopes Primavera da Rocha disse:

    Fiquei assustada, pois pretendo montar
    um salão de beleza, porém,não tenho
    capital,eu iria tentar um empréstimo.
    Teria como vcs me ajudarem.
    Atenciosamente,
    Sandra

  5. claudia camara disse:

    Gostei muito do artigo, mas como fazer para não entrar, e se depois que esta como fazer para sair. Com a atual situação, sem dinheiro circulando, não escuto falar em outra coisa, só crise.

  6. Edileusa Pereira dos Santos disse:

    Excelente a materia, porém, necessitamos saber como fazer para não ter este tipo de problemas.

  7. sandro lima disse:

    QUAL DEVE SER A MELHOR SOLUÇÃO , SERIA O DONO FAZER UM CURSO DE GESTÃO PARA MELHOR ADMINISTRAR SUA EMPRESA, UM PRIMEIRO PASSO SERAR IDENTIFICAR GASTOS E DISPESAS E MENSURAR TUDO ATÉ UM “PREGO” PARA SER TER UMA NOÇÃO BASICA DO QUE ESTA ACONTECENDO NA EMPRESA, E APARTIR DE MUITA BUSCA DE IMFORMAÇÃO EM CURSOS, NA REDE DE INTERNET E ATÉ NO PROPIO SITE DO SEBRAE E VARIOS LOCAIS E COMEÇE A TOMAR SUAS DECISÕES COM BASE E COM INFORMAÇÃO DE QUEM CONHECE O MERCADO DA MICRO EMPRESA , NESTE CASO O SEBRAE MAS PROXIMO , ESPERO TER CONTRIBUIDO PARA ESSE DEBATE.

    ABRAÇOS SANDRO LIMA

  8. Raphael disse:

    Muito válido o texto, uma vez que não adianta ter grande demanda nas vendas se o empresário não possui controle do equilíbrio entre estoque, prazo de vencimento de títulos e concessão dos prazos para seus clientes. Não tendo exito nesse contexto, torna-se necessário a busca sem fim por capital para tentar solucionar essa equação sem fim.

    att

    Raphael H.

  9. Raymundo disse:

    Rio, 02 de abril de 2009.

    Estamos vivenciando uma grave crise econômica mundial. No Brasil, os empresários das Grandes e Médias Empresas, pressionam o governo federal a liberação de recursos financeiros para assegurar as carteiras de CRÉDITO.
    Nos Estados Unidos, as montadoras de carros, seguradoras e, os próprios bancos, tiveram injeção de capital por parte do governo.

    Portanto, CRÉDITO, é um mal necessário para os investimentos e, às vezes, para cobertura de parte do Capital de Giro de empresas.

    A questão do risco está na falta de um “Fluxo de Caixa” e, de mecanismos de controles que poderão dar subsídios para elaboração de um bom Fluxo de Caixa. Aí, contar só com a sorte e/ou com o livro Caixa tipo da novela “Caminho das Índias”, para os dias atuais, é contar com a sorte e/ou com a eminência de um processo falimentar.
    Isso ocorre com a grande maioria de empresas de empresas de micro e pequeno porte.
    No caso específico da senhora Ana Rosa e, do senhor Marcelo, sugiro entrar cm contato com o SEBRAE/RJ para solicitar uma consultoria. Pois o SEBRAE/RJ possui ótimos consultores que poderão auxiliá-los.

    Raymundo Avelino.

  10. Eldridge Savely disse:

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