Artigo escrito

  • em 12.01.2009
  • às 02:57 PM
  • por sebraerj

Fatores Determinantes para a Concessão de Financiamento 7

jan12

Existem alguns fatores que devem ser considerados, ao se pensar em pleitear financiamento junto as Instituições Financeiras:

• A empresa deverá ser legalizada (exceto quando se tratar de microcrédito. Neste caso os valores variam até R$ 10.000,00);
• Não possuir restrições cadastrais, nem da pessoa física nem da pessoa jurídica (SPC, SERASA, CADIN, etc.)
• Apresentar viabilidade técnica, econômica e financeira do empreendimento;
• Os Bancos, geralmente exigem um aporte de recursos próprios, ou seja, uma contra-partida da empresa, nas operações para investimento;
• Disponibilidade de garantias:

Tipos de Garantias

Garantias Pessoais ou Fidejussórias -
- Aval/Fiança – tanto o fiador quanto o avalista, estão obrigados a paga a dívida, caso o devedor não o faça.

Garantias Reais – garantem o crédito por meio de coisas que possuam valor econômico.
- Alienação Fiduciária – o devedor transfere como garantia ao credor, a propriedade do objeto (bens imóveis e móveis em geral)
- Hipoteca – bens com maior valor econômico, que são os bens imóveis
- Fundo de Aval (FAMPE, FGPC e FUNPROGER)
- Recebíveis – a garantia corresponde a tudo o que a sua empresa tem a receber, decorrente das vendas efetuadas.
- Seguro de Crédito – no caso de vendas a prazo, oferece proteção para o contas a receber dos segurados e aporta soluções para melhorar a gestão do risco e cobrança de crédito comercial, além de cobrir as perdas que possam ser causadas pela eventual não pagamento de seus devedores.
- Aval Solidário – grupo de pessoas que se avalizam entre si. Exclusivo nas operações de microcrédito.
- Sociedade de Garantia de Crédito – formada por empresários, entidades públicas e apoiadores, visando a oferta de garantias complementares aos seus associados.

Em média, as Instituições Financeiras exigem cerca de 130% de garantias, sobre o valor do financiamento, porém, o percentual pode ser ainda superior.
Estes são os requisitos básicos para concessão de crédito, entretanto sofrem alterações dependendo de cada Banco.

Etapas para a concessão de Crédito

Algumas etapas são necessárias para se obter financiamento:

1 – O empresário deverá buscar informações sobre as linhas de crédito disponíveis, encargos, prazos, garantias, etc.;
2 – O Gerente do Banco fará uma entrevista com o interessado e o encaminhará para fazer o cadastro pessoa jurídica, caso ele ainda não possua;
3 – Se o cadastro for aprovado, o gerente autorizará a elaboração do projeto de viabilidade econômico-financeira (este projeto está ficando cada vez mais simplificado, dependendo do valor pleiteado);
4 – Elaborado o projeto, este deverá ser submetido à análise do Banco (caso não se sinta seguro, procure a ajuda de profissionais);
5 – Se o projeto for aprovado, será efetuada a contratação e liberação dos recursos financeiros, geralmente em parcelas;
6 – O próprio Banco ou instituição credenciada, deverá realizar o acompanhamento de acordo com a liberação das parcelas.

Quanto à finalidade, o financiamento poderá ser liberado para implantação (depende de cada Banco), ou para ampliação, modernização e relocalização.

Já a modalidade do crédito, pode ser classificada de três formas:

• Investimento fixo: máquinas e equipamentos, móveis e utensílios, consultoria gerencial, construção civil, veículos automotores, equipamentos de informática;
• Investimento misto: investimento fixo + capital de giro;
• Capital de Giro puro: recursos necessários para a empresa funcionar (compra de mercadorias, reposição de estoques, despesas administrativas, etc).

Os encargos, prazos e garantias, vão depender da política de cada Banco, sempre em conformidade com as exigências do Banco Central.

É muito importante o conhecimento de alguns termos técnicos para que você possa negociar de igual para igual com o gerente do Banco. E não esqueça! Saber onde quer chegar e confiar em si mesmo, já é um bom começo.

Espero que desta forma eu tenha contribuído, para auxiliá-lo na tomada de decisão.
Muita calma nessa hora, e boa sorte!!

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Este artigo é de inteira responsabilidade de seu(s) autor(es), não refletindo, necessariamente, o ponto de vista do Sebrae/RJ.

Sobre o autor: Juniar Ellyan é Economista, com especialização em Gerência Executiva de Marketing.

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Existem 7 comentários para este assunto

  1. João Manuel Cota bertão disse:

    Tenho uma vidraçaria Que vai completar um ano de foncionamento, e fiquei surpreso com a rentabilidade obtida, pois não era do ramo e só agora é que estou me iniciando no mesmo, porem ainda não obtive muito sucesso, porque apesar de uma margem muito boa de negossiação não consigo o ponto de equilibrio para melhorar meu envestimento.
    não consegui capital a custo razoável e isso está me atormentando e me deixa diprimido, pois é um ramo encantador mas a falta de estrutura vai me vencer.
    Que pena .

  2. paulo roberto do rio de janeiro disse:

    ate coseguir tudo, ja estarei falido.

  3. Marcos disse:

    O que eu posso falar é que tudo vem na sua hora certa, mas temos que encherga-la. Temos que dinamizar a empresa antes se ampliar e se puder evite emprestimos, a empresa tem que subir degrau por degrau, assim ela fica mais solida.

  4. Wilfred Klang disse:

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