Artigo escrito

  • em 12.09.2008
  • às 11:31 AM
  • por sebraerj

Custos empresariais: reduzindo a metade ainda fica o triplo 10

set12

São vários os caminhos para as micro e pequenas empresas conquistarem mercados e todos eles dependem da criação de acessos favoráveis ao ambiente de negócios. Entretanto, abrir algumas dessas portas depende exclusivamente da capacidade empresarial de formar preços competitivos. Alguns empresários reduzem custos optando pela concorrência espúria, mas esse é o caminho mais rápido para a falência. Outros investem em sofisticados modelos de análise e redução de custos, mas não conseguem o resultado esperado, pois percebem que mesmo reduzindo o custo à metade, ainda fica o triplo a cortar.

Os esforços de redução de custos das atividades econômicas verificados no mundo dos pequenos negócios são realizados pela introdução de tecnologias e inovações, de produtos e dos processos. Mas, nem sempre as empresas alcançam os resultados esperados. Uma causa freqüente é porque essas práticas se limitam a racionalizar custos estruturados, visíveis e presentes, mas não estendem as análises à identificação dos custos ocultos existentes. São os custos do triplo implícito, formado pela resiliência, pregnância e mascaramento de custos de algumas atividades.

A primeira perna do triplo é a resiliência dos custos, a propriedade de uma atividade recompor custos anteriormente reduzidos, ou mesmo eliminados, sempre que ocorre o afrouxamento da pressão do instrumento gerencial exercido sobre ela. De fato, as atividades submetidas a processos de enxugamento de custos podem retomar os custos cortados após o choque dos controles gerenciais. Um exemplo bem conhecido desse efeito é o retorno de horas extras realizada por uma dada atividade.

A segunda perna está na capacidade de pregnância de custos de uma atividade. É a capacidade de uma atividade absorver custos de uma outra, direta ou indiretamente. Quer dizer, uma atividade passa a incorporar alguns dos custos da estrutura de uma outra atividade. Por exemplo, isso ocorre quando uma holding passa a absorver a ineficiência da gestão de custos de lojas deficitárias localizadas em bairros menos dinâmicos de uma cidade.

Finalmente, a terceira perna do triplo implícito é o mascaramento de custo. Ele consiste naqueles existentes que estão ocultos em uma atividade, que não são visíveis durante as etapas de estruturação e análise de custo. Um exemplo pode ser encontrado na indústria de vidros que desenvolve atividade extrativa de mineração de sua matéria-prima. Nesse caso, o custo de extração da matéria-prima e transporte passa a ser contabilizando na estrutura de custo da atividade econômica principal. Esse tipo de mascaramento não deve se confundido com as práticas contábeis de sonegação de impostos.

Essas são três importantes razões para os empreendedores conhecerem profundamente a estrutura de custos de sua empresa, para poder identificá-los com o objetivo de reduzi-los ou elimina-los. Assim, as análises devem ir além do exame da estrutura dos custos visíveis e passar a examinar o triplo implícito, formado pelas capacidades de resiliência, pregnância e mascaramento das atividades. Sem isso, o esforço é incompleto e mesmo quando se diminuir o custo à metade, ainda ficará o triplo a cortar.
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Sobre o autor: José de Moraes Falcão é economista e engenheiro econômico pela Universidade Católica de Pernambuco, com especialização em Planejamento Regional e Uso do Solo, pela Universidade Técnica de Berlim, Alemanha, Análise Econômica de Mercado, pela Fundação Getúlio Vargas, Rio de Janeiro, além de cursos com foco em Gestão de Negócios, pela Fundação Dom Cabral, Minas Gerais, e Insead, França. Atuou nas áreas de desenvolvimento regional, planejamento estratégico e na área de pequenos negócios.

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Comentários encerrados

  1. Robert disse:

    trabalho com obras de reformas prediais gostaria de aprender a formar o custo de meus serviços .Qual o melhor caminho?

  2. Franquelim Magalhãe disse:

    Eu só não consegui ver aonde isso se encaixa na ME (240.000,00 ANUAIS DE FATURAMENTO). A contabilidade de uma ME é soma e subtração, a multiplicação é exporádica e a divisão mensal com o governo.

  3. Wagner disse:

    A redução de custos pode até ser uma vantagem competitiva desde que você analise seus custos internamente e compare os resultados com os custos dos concorrentes. Claro que na comparação será levado em consideração o produto e/ou serviço acabado. É uma estratégia de marketing eficiente. Eu, particularmente, prefiro optar pela Diferenciação. Belo artigo, parabéns para o Sr. José de Moraes.

  4. Bianca Rochac disse:

    A bem pouco tempo pude acompanhar a “oxigenação” de uma empresa,que começou com demissão de antigos gerentes diminuindo salários dos novos.Desetruturamento logo de cara nas lojas,os vendedores sabiam mais que os gerentes,estes inseguros demitiram os vendedores antigos contrataram ´Divas e bonitões´ para trabalharem na comissão de frente,virara um verdadeiro carnaval,sem conhecimento de produto ou de mercado esses trabalhariam as mesmas horas não sentiriam a queda de salário e teriam a certeza de estar ganhando o justo sem esforço,e trabalhando em uma grande empresa.Só que os clientes sentem a inexperiência sentem um frio ao invés do calor humano costumeiro,perdem a empatia com a determinada empresa que acaba perdendo o cliente sofrendo ainda mais com abertura de outras grandes empresas do mesmo setor ,e para diminuir ainda mais os custos é claro demitiram todo ou quase todo pessoal do administrativo interno e externo,ou seja você fala inglês o outro pensa que é francês.
    Temos que ser muito criteriosos na verdade na hora de saber o quanto uma economia vai custar e pensar ainda nas consequências como as jurídicas, treinamento de pessoal…
    vamos entrar na onda da reciclagem é mais barata acredite,voltemos uns passos atrás para caminharmos com saúde na frente é o ganha-ganha vamos.Custa menos um cafezinho com um funcionário bem capacitado que derrepente em determinado momento não está tão produtivo quanto deveria que uma ação judicial ou um funcionário perdendo vendas por inexperiência ou até exorcixando seus clientes com maus tratos tem casos e casos,vamos ficar de olho.

  5. Danielb Domingues disse:

    esse tipo de assunto e muito bom pois não sei ainda a lidar com esse tipo de situação . ola meu nome é Daniel e comecei a fazer um curso na sebrae recentemente,tenho um empreedimento de produtos de limpeza em casa comecei a mais ou menos há 8anos atras,mais como não entendia como funcionava ,achava que tudo era lucro por esta razão parei o negócio,retornei ha um ano atras mais maduro e com mas visão do que é realmente lucro e contas á pagar,tive muita experiencia com meu ex empregador,por que eu vejo nele um bom exemplo de administrador com alto sucesso em seus negocios,coli com ele muita informação boa tanto ,como se manter frente a sua empresa quanto a administrar bem,reencidi meu contrato ,com aquela,firma e começei a trabalhar com meu negocio,antes só vendia nos fins de semana,mas agora coloqueimeu irmão e ele sai a venda todo dia,com a saida da firma aonde trabalhava,trouxe como bagagem algumas dividas a longo prazo uma delas e um financiamento de uma moto em 42x paguei até agora 05 parcelas tenho ,tambem que todo mes pagar meu irmão pelo seu trabalho,pago por comissão de produtos vendidos,mais está ficando cada ves mais dificil,pois são muitos a pagar e se tem pouco e receber,normalmente,vendemos cerca de 1.300,00, por mes so que se tem muitas notas a receber e isso me tras um problema muito grande pois o fornecedor não espera chegou a data de pagar eu tenho que horar a divida senão meu nome é protestato,um dos pontos que me deixa mas encomodado é ter vontade de formalizar meu negocio e não ter como ainda,eu estou participando deum curso com vcs que me da possibilidade de planejar meu negío para o sucesso,este curso me possibilita,uma real forma de transformar meu sonho em realidade eu estive pensando em casa e estudando sera que se eu formalizar meu negocio para produzir apenas para minha loja eu poderia ,ter como industrias um espaço de 30 metros quadrados,pois se pudese eu ja teria este espaço em uma zona rural e não precisaria gastar com este espaço.
    quanto a loja aí sim precisaria comprar uma, já tenho uma vista esta em contrução e fica em frente a um mercado de grande aceitação em minha cidade
    eu sei que meu caminho esta apenas começando ,alcançar o destino que eu pretendo só depende de mim .
    obrigado pela atenção.

  6. Israel disse:

    A frase chave deste bate-papo é “qualificar escolhas diretas”.

  7. Carlos Candido disse:

    Achei interesante o texto sobre custos, porém minha experiência de alguns anos, dentro de indústria, no comércio e até nos serviços, mostraram-me que custos não se cortam, por que sem eles nada se produz, se vende ou se faz.
    Custos se administram, para isto é necessário uma contabilidade organizada, com registros claros e exatos, sem achimos.
    Bom conhecimento do mercado em que está inserida a empresa, identificando o pefil de seu cliente.
    Análises e projeções de vendas e do Ponto de Equlíbrio, suporte financeiro para o investimento do período não lucrativo. Ou seja, tempo necessário para divulgar a empresa ou seus produtos e financiar. Definição da estratégias de vendas e preços.
    Se quero ganhos por unidades ou por quantidades.
    Que volume devo vender com menor preço que os concorrentes, para atingir meu PE e em seguida a margem de contribuição desejada.
    Nas devidas proporções, o que fazer ou não fazer. Porem, sem planejamento, só muita sorte por algum tempo.

  8. Andréa lopes disse:

    Gostaria se saber com mais clareza, sobre abrir pequenas empresas.

  9. Mauro disse:

    Penso que é necessário reduzir os custos, especialmente os tributários e os trabalhistas, aumentar a produtividade e investir em práticas que levem ao aumento das vendas.Dizem que aqueles que pensam grande não reduzem custos, mas procedem de modo a que as vendas sejam bem aquecidas o que, por via de consequência, aumentem os lucros. O “CAIXA É O REI”…expressão do SEBRAE.E, como diria um certo amigo, “sem milho não se faz pipoca”…

  10. Roberto Coelho disse:

    Este tipo de assunto é muito preocupante, em tempos crise mundial os fatores de liquidez, gera discordância, pois se ela não gerar lucratividade não é viável te-la, mas sem te-la os consumidores sobem do mercado, com isso o giro de capital interno não alavanca, temos que ter cuidado, mas não podemos bitolar nossos consumos (com cautela), lá trás eles param de fabricar também, ciclo da economia ativa, não vamos desativa-lá

    Clarion do Brasi
    Roberto Coelho
    Administrador de Empresas

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