Artigo escrito

  • em 15.03.2010
  • às 10:12 AM
  • por sebraerj

Como estabelecer a capacidade produtiva da minha empresa? 8

mar15

A Capacidade Produtiva é o valor máximo que define as saídas do processo produtivo por unidade de tempo. Para as pequenas empresas, esse tempo geralmente é o dia. Logo, a capacidade de produção de uma empresa seria as peças que ela consegue produzir por dia, utilizando os recursos disponíveis (máquinas, homens, terceiros, etc.).

A Capacidade Produtiva de uma empresa pode variar significativamente, dependendo da forma como ela trabalha.

Se trabalhar, contra o estoque, consegue um maior aproveitamento dessa capacidade, pois ajusta seus postos de trabalho a uma determinada programação de produção e nesse período, normalmente não a altera e desta forma, consegue uma produtividade maior.

Neste caso, tem condições de estimar uma previsão de vendas por tipo de produtos, modelos, etc. e alocar seus recursos produtivos baseados nessa previsão, conseguindo estabelecer, de forma mais exata, as necessidades de matéria-prima, mão-de-obra e equipamentos para um determinado período.

Se trabalhar contra os pedidos, há um aproveitamento menor de sua capacidade, pois freqüentemente está ajustando a mesma aos pedidos recebidos.

O mais comum nas pequenas empresas é que elas trabalhem contra os pedidos, pois a maior parte delas, não possui recursos para manter um estoque regulador de produtos acabados e também de matéria-prima e insumos.

Em ambos os casos, a Capacidade Produtiva pode ainda estar limitada pelos gargalos que são postos de serviços que já trabalham em sua capacidade  máxima, sendo ela menor que a dos demais postos de trabalho.

Quando a empresa possui recursos para aumentar muito bem a capacidade deste posto de trabalho, ele deixa de ser o gargalo, mas geralmente, a pequena empresa não possui recursos para tal. Neste caso, temos sugerido um recurso que não onera a empresa e ainda pode conseguir um aumento de até 15% da capacidade produtiva. É o que chamamos de revezamento de pessoas.

A máquina ou o equipamento que é o gargalo para a empresa pode trabalhar as 8,75h diárias, sem interrupção. Basta para tanto, treinar mais um operador para trabalhar nesse gargalo. Esse outro operador pode e deve trabalhar, preferencialmente, em outro posto de trabalho, que tenha uma certa folga em sua capacidade produtiva, e no horário do almoço, faz-se o revezamento, pois cada operador almoça em horários diferentes. Desta forma, consegue-se, sem custo adicional, um acréscimo na capacidade produtiva.

Quando a empresa já trabalha 24h ininterruptas, podem-se efetuar os revezamentos nos finais de semanas.

O planejamento da capacidade produtiva deve ser feito, observando-se as previsões de demanda. Isto se faz necessário, pois o nível de utilização da  capacidade efetiva de produção irá refletir nos custos unitários e, portanto, nos níveis de produtividade do sistema.

O número de unidades produzidas pelo número de recursos utilizados representa também uma forma importante de se medir a performance do sistema produtivo.
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Texto extraído do manual Gestão da Micro e Pequena Empresa. Uma publicação do Sebrae/SP em parceria com a Casa do Contabilista de Ribeirão Preto.
Este texto é de responsabilidade do seu autor não refletindo, necessariamente, a opinião do Sebrae/RJ

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Existem 8 comentários para este assunto

  1. correa e souza disse:

    Gostei muito , trabalhar contra o estoque, esse é o meu problema agora com essa dica vou mudar meu jeito de trabalhar.

  2. Heloisa Leal Costa Mayall disse:

    muito bom o artigo. Me faz lembrar o livro A META. No entanto quando temos uma empresa artesanal, a questão deixa de ser garaglo em máquina e passa a ser em bancada e aí com a bancada cheia não tem como fazer 2o turno. No caso da minha empresa a época natalina responde por 60% das vendas e aí temos um problema, pois a empresa vende, mas tem que se contratar mais pessoas para fazer, mesmo tendo trabalhado contra Estoque como fiz ano passado. Aí o resultado acaba dando negativo. è um problema que não tenho conseguido resolver.

  3. Tatiane disse:

    Ruim, não fez referencia teórica, não lembrou de citar a capacidade produtiva e os gargalos das empresas de serviço, especialmente as onlines.

  4. dioneide mota disse:

    muito bom esse artigo, com uma leitura de facil e grande compreesão.

  5. geimes disse:

    que bosta de pagina

  6. Rafael disse:

    Muito ruim .

  7. Carlos - Maceió disse:

    Muito bom, pois serve de referência , é só entender o seu negócio e as suas reais necessidades, e aplicar seus conhecimentos e criatividade, seguindo as ferramentas disponíveis.

  8. Marcos Batista disse:

    Achei muito bom para um primeiro contanto com o assunto!

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