Artigo escrito

  • em 19.06.2012
  • às 12:30 PM
  • por sebraerj

Aviso: O lucro da empresa não é o seu salário. 1

jun19

Confundir as contas pessoais com as da empresa é um erro comum para muitos empreendedores.

Pró-labore é o nome dado ao “salário do dono da empresa”. É a retribuição recebida pelo proprietário da empresa referente ao trabalho realizado nela. Distribuição de lucros é a retribuição dada ao empreendedor pelo investimento feito por ele no negócio, mas para isto algumas regras devem ser seguidas.

Conhecer estes conceitos é muito importante para que seja possível gerenciar estes importantes valores. Para as contas que o empreendedor tem em sua casa, diversão com a família e outros investimentos, deve-se utilizar o pró-labore ou a distribuição de lucros. As contas da empresa devem ser pagas com recursos gerados na empresa.

Marco Antônio Murara é administrador e especialista em comunicação integrada

O pró-labore deve ser dimensionado conforme a capacidade que a empresa tem de remunerar o empreendedor. Não é possível ter vida de milionário se a empresa tem um faturamento pífio. Já no caso da distribuição de lucros, ela só existe se existirem lucros. Empresa com prejuízo não tem o que distribuir! Quanto mais a empresa crescer organizadamente mais será possível recompensar o empreendedor.

É comum os empreendedores misturarem a conta bancária da pessoa física com a da pessoa jurídica. Há casos em que tudo está numa conta só. Desta forma não é possível fazer uma administração financeira eficiente e provavelmente a bagunça vai atrapalhar o desempenho do negócio. Depositar religiosamente o pró-labore em sua conta pessoal e também trazer o carnê do carro ou as despesas do carnaval na Bahia para a empresa pagar não ajuda.

Se o empreendedor vê uma grande soma financeira no caixa da empresa ou no saldo bancário deve saber que existem custos fixos e variáveis que devem ser saldados. A casa na praia ou a pick-up cabine dupla fica para quando a distribuição de lucros permitir. O lucro da empresa serve para que ela cresça, não “raspe a panela”.

Você pode ter um ótimo produto, bom atendimento, faturamento alto e clientes satisfeitos, mas sem a gestão financeira correta, esta empresa que parece um sonho pode ruir em poucos meses. Quem retira mais do que pode acaba atrasando salários e não pagando fornecedores.

Busque ajuda, faça cursos, contrate consultores ou converse com seu contador, ele é seu primeiro parceiro e o maior interessado no crescimento da sua empresa. Faça certo, assim você chegará onde deseja.

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Sobre o autor: Marco Antônio Murara é administrador, especialista em comunicação integrada Mestrando em administração e professor universitário.

visite o blog do autor em http://professormurara.wordpress.com/

Este texto é de responsabilidade do seu autor não refletindo, necessariamente, a posição do Sebrae/RJ

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Existe um comentário para este assunto

  1. Gururray Silva Pedra disse:

    Sou vendedor de porta-em-porta e eu costumo sempre colocar 110% em cima da mercadoria pra venda, então eu tenho uma vendedora que dou uma comissão de 10% nas vendas, só que eu quero saber qual seria minha porcentagem pra fazer meu salário pois estou meio atrapalhado.

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